Que comunhão!

Após certa comoção “nacional” e reações as mais diversas acerca de uma carta escrita por Karl Barth a Francis Schaeffer. Reações esta que extrapolaram o contexto da carta e toda a complexa história por detrás da publicação desta no contexto nacional, o aparecimento dela se deram na verdade devido às ácidas criticas a TMI e a blindagem ao dialogo por parte destes mesmos críticos, como se por um passe de mágica retórica toda a TMI tivesse sido desconstruída.

Carta: https://www.facebook.com/jorge.h.barro.5/posts/10208312898253010

Houveram artigos publicados em Blog’s retirando do contexto a discussão extrapolando para as criticas de alguns outros acercada validade e expressividade da “Filosofia reformada” no meio acadêmico, deixando de lado esta discussão.

Tão logo apareceu uma postagem de um importante líder neocalvinbista com o seguinte texto; “e qualquer um que leia as cartas de Karl Barth vão constatar que ele nunca era gracioso nem costumava elogiar outros teólogos, de forma que qualquer tipo de reação positiva nas cartas de Barth durante esse período” (texto retirado de um blog americano de um estudioso de Barth) – como o contexto da publicação da carta de Barth-Schaeffer era o de mostrar o caráter de uma apologia extremada de Schaeffer e seu lado “fundamentalista” made in USA, esta frase solta no ar foi com o intuito de mostrar (pelo menos é o aparente), que a falta de dialogo se devia a uma predisposição barthiana de não dialogar, ou até mesmo de uma arrogância teológica deste, como se ele vivesse no Monte Olimpo da teologia. Analisando o contexto das correspondências de Barth a Moltmann nos revela o verdadeiro lado da história – dialoga-se com quem está disposto a ter o seu trabalho, o seu labor teológico a comunidade de fé (universal) e não de guetos eclesiásticos.

Carta de Karl Barth a Jürgen Moltmann e correspondências relacionadas

Karl Barth

Karl Barth e Jürgen Moltmann trocaram várias correspondências nos anos 60. Infelizmente, muitos leram apenas a resposta de Barth para Moltmann sem o devido contexto e acabaram concluindo que Barth enviou a Moltmann apenas uma carta ácida de rejeição, só que isso está bem longe da realidade. As cartas abaixo são de Karl Barth: Cartas 1961-1968, e qualquer um que leia as cartas de Karl Barth vão constatar que ele nunca era gracioso nem costumava elogiar outros teólogos, de forma que qualquer tipo de reação positiva nas cartas de Barth durante esse período (1961-1968) era, na verdade, um forte elogio!
Compartilhei a carta completa de Barth para Moltmann, bem como a resposta deste para Barth. E depois incluí a descrição de Moltmann da correspondência em uma citação da autobiografia de Moltmann: “Weiter Raum: Eine Lebensgeschichte” (em inglês, ‘A Broad Place’, sem tradução publicada em português) e, finalmente, incluí vários fragmentos das cartas de Barth onde ele se refere ao livro de Moltmann, a Teologia da Esperança, que são bem elucidativos ao demonstrar que Barth admitia elogiar Moltmann de forma que nunca o vi fazer com respeito a nenhum outro.

Carta de Karl Barth a Jürgen Moltmann
Para: Prof. Jürgen Moltmann
Bonn
De: Karl Barth
Basileia, Hospital Bethesda,
17 de novembro de 1964

Prezado Colega,

Foi muita gentileza sua enviar para mim uma cópia do seu livro Theologie der Hoffnung (Teologia da Esperança). Durante minha estadia no hospital, que deverá ir até depois de amanhã, dei uma lida em tudo e assimilei o conteúdo básico. Esta é uma boa oportunidade para expressar meus agradecimentos, não só pela atenção a mim dispensada, mas também pela instrução e estímulo que recebi da leitura da sua obra. Se me permite dizer uma ou outra palavra sobre a impressão que me causou… Tenho procurado por décadas – e já nos anos 20 eu já procurava – pelo filho da paz e da promessa, ou seja, aquele homem da nova geração que não apenas aceitaria ou rejeitaria aquilo que pretendi e fiz na teologia, mas que pudesse ir além, positivamente e com uma concepção independente, aperfeiçoando em cada ponto de forma renovada. Eu peguei e estudei seu livro com essa expectativa e, no começo da minha leitura, perguntei-me de forma séria se esse Jürgen Moltmann, que, até onde me lembro, era até então um desconhecido para mim, poderia ser esse homem. Eu realmente fiquei impressionado, não só pela sua erudição eclética, mas também pela força espiritual e poder sistemático que caracterizam seu livro. Essa tentativa, como eu previa, tinha que ser feita um dia, e as ideias críticas que você trouxe à baila por todos os lados devem e vão levar adiante o debate. Espera-se que você seja notado em todos os círculos. Fico contente em ver a forma como você trata alguns antigos esforços de me caracterizar e em notar o que você diz acerca do atual estado do conhecimento acerca de mim.

Mas, prezado Dr. Moltmann, não consigo ver, na sua Teologia da Esperança, o que é realmente necessário hoje para refinar a obra Dogmática Eclesiástica e minha própria essência teológica. Não vou usar isso contra você, como fez Gollwitzer, (1) que seu livro não traz qualquer orientação concreta sobre a ética nesta esfera, determinada e delimitada pelo eschaton. Tampouco me parece de qualquer importância mais significativa que não adianta procurar uma escatologia concreta, ou seja, que elucide conceitos como a volta, ressurreição dos mortos, vida eterna etc. Obviamente não foi sua intenção escrever uma obra escatológica, mas apenas o prelúdio de uma e de sua ética correspondente. Minha própria preocupação está relacionada à forma unilateral pela qual você inclui toda a teologia na escatologia, indo além de Blumhardt, Overbeck e Schweitzer neste ponto. Sendo direto, será que sua teologia da esperança é realmente diferente do chamado princípio da esperança, de Bloch? (2) O que me incomoda é que, para você, a teologia acaba sendo uma simples questão de princípio (princípio escatológico). Você deve saber que eu também já quase caminhei nessa direção, mas acabei desistindo e sendo alvo da sua crítica no meu desenvolvimento posterior. Não seria mais sábio aceitar a doutrina da Trindade Imanente de Deus? Você poderá, dessa forma, alcançar a liberdade do pensamento tridimensional dos eschata e reter todo o seu peso e não apenas uma honra provisória que pode ainda ser mostrada aos reinos da natureza e da graça. Será que meus conceitos de tempo triplo [Dogmática Eclesiástica III, 2, §47.1) e parousia tripla de Jesus Cristo [Dogmática Eclesiástica IV, 3, §69.4) tiveram tão pouco impacto em você que você sequer os considerou criticamente? Mas a salvação não vem da Dogmática Eclesiástica (comecei aqui quando estava lendo seu livro), mas do conhecimento do “Deus das riquezas eternas”(3), com o qual eu pensava que deveria tratar (problematicamente o suficiente). Se me perdoa dizer assim, seu Deus parece mais um pobretão. Definitivamente, então, eu não consigo ver em você aquele filho da paz e da promessa. Mas por que você não deveria se tornar esse filho? Por que não tentar superar a unilateralidade inspirada dessa primeira tentativa em obras posteriores? Você tem o material (e te parabenizo por isto) para a construção de um grande dogmático que pode ajudar bastante a igreja e o mundo.

Diga à sua esposa que eu li, com grande interesse, o artigo escrito por ela sobre Fontane. (4) Apesar da minha bem conhecida desconfiança quanto à planície do Norte da Alemanha, sou grande admirador desse nobre prussiano e, vez por outra, leio suas obras novamente.

Saudações cordiais, e meus renovados agradecimentos, e com votos do melhor para o seu futuro,

KARL BARTH(5)
1. Na capa da primeira edição
2. E. Bloch, Das Prinzip Hoffnung, 3 vols. (Frankfurt/Main, 1954-1959).”
3. Cf. o Segundo verso de M. Rinckart’s (1586-1649) “Now Thank We All Our God” (em inglês: “this bounteous God”).
4. E. Moltmann-Wendel, “Hoffnung–jenseits von Glaube und Skepsis. Theodor Fortane und die bürgerliche Welt,” ThExh, N.F. 112 (1964).
5. Para a resposta de Moltmann (04 de abril de 1965), veja apêndice, 8.
~ Karl Barth, “Karl Barth: Cartas 1961-1968”, Carta #172

Carta de Jürgen Moltmann em resposta a Karl Barth
Para: Dear Dr. Barth, Bonn,
De: Jurgen Moltmann:
04 de abril de 1965

A carta longa, pessoal e cordial que o sr. escreveu do hospital acerca da minha obra Teologia da Esperança já chegou faz um tempinho e continua aqui, olhando para mim com cara de questionamento enquanto continuo no trabalho. Eu já teria agradecido e respondido há mais tempo, se tivesse conseguido encontrar a tranquilidade necessária para tanto. Mas só agora cheguei ao ponto de dizer o tanto que a carta mexeu comigo e ainda o faz. Só do meu esforço teológico fragmentado ter sido lido pelo sr. já me faz corar, bem como tudo aquilo que me foi escrito pelo sr., considerando que foi com tremor que eu me atrevi a enviá-lo para sua apreciação. Não posso negar uma certa preocupação inspirada com essa ideia escatológica ou messiânica. O sr. está coberto de razão em pensar que temos aqui apenas um prelúdio à escatologia. Aceito com gratidão sua menção a uma falta de escatologia concreta. Pretendo me dedicar, no futuro próximo, a meditar intensamente nos textos apocalípticos do Novo Testamento. No capítulo sobre as consequências éticas da esperança cristã, eu me detive deliberadamente em certo ponto para evitar a suspeita de que tudo que é dito sistematicamente até aquele ponto serve simplesmente para fazer uma certa crítica da igreja e da sociedade. Nas aulas sobre ética social que eu ministrei em Bonn, tentei avançar neste ponto em direção a um conceito teológico de trabalho, etc. Talvez isso seja publicado algum dia num livro sobre a prática da esperança. A essência da sua crítica me fez cogitar bastante, a saber, que, no lugar da escatologia, – para fugir um pouco da sua unilateralidade dominante – a doutrina da Trindade Imanente deveria funcionar como um cânon expositivo para a proclamação do senhorio de Jesus Cristo. Tenho que admitir que, ao estudar a Dogmática Eclesiástica, quase perdi o fôlego em alguns pontos. Desconfio que o sr. tenha razão mas não posso, por enquanto, ou dentro de pouco tempo, entrar nesse mérito. Amigos exegetas, a saber, Ernst Kaseman, têm me obrigado, primeiramente, a pensar escatologicamente na origem, decurso e futuro do senhorio de Cristo. Ao assim proceder, pensei que pudesse expor a Trindade Econômica que, em primeiro plano, e depois novamente em segundo plano, ela estaria aberta a uma Trindade Imanente. Ou seja, para mim, o Espírito Santo é primeiro o espírito da ressurreição dos mortos e então, como tal, a terceira pessoa da Trindade. Em épocas recentes, a doutrina do Espírito Santo veio a ter uma cara totalmente entusiástica e quiliástica. Joaquim [de Fiore] está mais vivo hoje do que Agostinho. Assim, alguns caracterizam o conhecimento direto como uma transcendência da fé e outros caracterizam a fé como uma transcendência do evento de Cristo. Embora uma escatologia cristologicamente alicerçada na cruz e na ressurreição de Jesus, creio eu, poderia ser inserida novamente na história em cujo eschaton Deus será tudo em todos, e assim poderiam ser todos mudados.

Desde que estudei em Gottingen com O. Weber e E. Wolf, a Dogmática Eclesiástica tem sido minha companheira de todas as horas. Longe de mim querer substituí-la por qualquer outra coisa. A partir deste castelo, eu simplesmente quis criar uma saída para as planícies onde há menos conflitos. Se ao fazê-lo eu desrespeitei um pouco a hierarquia e, em muitos pontos, acrescentei às críticas do autor às suas declarações mais antigas críticas às suas declarações posteriores, não foi querendo seguir caminhos diversos. A polêmica sempre faz da pessoa um pouco unilateral. Mas, conforme a minha impressão, a situação teológica e intelectual atual é tal que eu devo defender a verdade com polêmica e unilateralidade na esperança de que ela própria vai acabar vindo
à tona.

Ao sentar-me à minha mesa, a Dogmática Eclesiástica sempre olha para mim com uma pergunta. Muitas vezes eu, também, olho para ela com questionamentos. E poderia ser de outra forma? Isto para mim é um testemunho não só de paz, mas também de promessa, e por esta razão sou realmente grato.

Com saudações cordiais e meus melhores votos,
JURGEN MOLTMANN
~ Karl Barth, “Karl Barth: Cartas 1961-1968”, Apêndice #8

Comentário na autobiografia de Jürgen Moltmann sobre a carta de Karl Barth

Karl Barth leu a Teologia da Esperança juntamente com Eduard Thurneysen imediatamente após sua publicação. Em 08 de novembro de 1964, escreveu para um amigo de longa data que tinha achado o livro ‘estimulante e empolgante, porque o jovem autor se esforçou bastante na tentativa de interagir com o aspecto escatológico do evangelho melhor que o velho homem da Basileia fez no seu comentário de Romanos e na Dogmática Eclesiástica. Eu o li com a mente totalmente aberta, mas tenho reservas em segui-lo porque sua nova sistematização, embora muito possa ser dito em seu favor, é quase boa demais para ser verdadeira’. (Cartas 1961-64, 273). A mim, pessoalmente, ele escreveu mais criticamente, para que o jovem teólogo não ficasse “se achando”: ‘Expressando de forma mais bruta: acaso a sua Teologia da Esperança não seria uma versão cristianizada do Princípio da Esperança, de Bloch?’ Desconfio que ele, na verdade, nunca tinha lido uma linha de Bloch, de forma que a confissão que se segue é ainda mais importante: ‘Eu também já tive a intenção de caminhar nessa direção, mas preferi não mexer com isso’ (Cartas, 276). Só depois que eu fui puxar esse fio que Barth deixou solto sobre sua decisão tomada quando ainda jovem, e descobri sua predileção por Christoph Blumhardt, a quem ele visitou em Bad Boll, em 1915. Na sua obra Teologia Protestante no Século Dezenove (1947; ET 1972), ele se referiu a Blumhardt como um ‘teólogo da esperança’ (pág. 590 da edição alemã), e seu primeiro comentário de Romanos, de 1919, está repleto do espírito de esperança de Blumhardt. Em 1919, em um artigo sobre Friedrich Naumannn e Christoph Blurnhardt em The Beginnings of Dialectic Theology (1962; ET 1968; edição alemã vol. 1,37-49), ele colocou Naumann no ‘passado’ e Blumhardt no ‘futuro’ e exaltou a esperança de Blumhardt: ‘Esperança para a intervenção visível da soberania de Deus sobre o mundo, esperança de libertação da condição passada do mundo, esperança para toda a humanidade, esperança em Deus para o lado físico da vida… Blumhardt permanecerá vivo porque sua preocupação foi à vitória do futuro sobre o passado’ (edição alemã, 49). Uma teologia pode ser feita a partir disso? Em 1920, Barth ainda tinha em mente uma teologia radicalmente escatológica: ‘Uma teologia que queria se atrever a ser escatologia simplesmente não seria uma nova teologia; seria também um novo cristianismo, com certeza algo essencialmente novo, por si só já uma parte das “Últimas Coisas”, sobrepondo-se à Reforma e todos os outros movimentos “religiosos”.’ (Die Theologie und die Kirche, 1928, 25; cf. ET Theology and Church, 1962).
Barth provavelmente ‘decidiu não mexer com isso’ porque, no fim das contas, assim como Franz Overbeck, viu que essa teologia escatológica era radical demais, e porque, por outro lado, Blumhardt ainda estava muito preso à fé no progresso típica do século XIX. Em 1922 foi publicado o segundo comentário de Barth sobre Romanos, e eis que: Blumhardt foi agora substituído por Kierkegaard, e o paradoxo tempo-eternidade superou a dialética dinâmica do passado-futuro. A esperança dinâmica e futura de Blumhardt foi vítima do manto envolvente da eternidade no momento do tempo, e a incômoda expectativa de Blumhardt quanto ao futuro de Cristo foi substituída pelo contentamento da fé em um Deus eternamente generoso. A eternidade agora deve cercar o tempo de todos os lados — pré-temporalmente, contemporaneamente e pós-temporalmente — mas não deve ter quaisquer vínculos específicos com o futuro do Deus ‘que virá’. Minha obra Teologia da Esperança fez com que Barth se lembrasse do seu ponto fundamental de mudança no seu desenvolvimento teológico em 1920-21. Daí essa reação contraditória.
~ Jurgen Moltmann, “A Broad Place”, pgs. 109-111

Opinião de Karl Barth sobre Moltmann, revelada em carta a Richard Karwehl
Para: Pastor Richard Karwehl Osnabruck
De: Karl Barth
Basileia
08 de novembro de 1964

[..] Jurgen Moltmann, Teologia da Esperança, um livro ao mesmo tempo estimulante e empolgante, porque o jovem autor se esforçou bastante na tentativa de interagir com o aspecto escatológico do evangelho melhor que o velho homem da Basileia fez no seu comentário de Romanos e na Dogmática Eclesiástica. Eu o li com a mente totalmente aberta, mas tenho reservas em segui-lo porque sua nova sistematização, embora muito possa ser dito em seu favor, é quase boa demais para ser verdadeira. Mas vale a leitura. [..]
~ Karl Barth, “Karl Barth: Cartas 1961-1968”, Carta 171

Karl Barth elogia Moltmann em carta a Wolfhart Pannenberg
Para: Prof. Wolfhart Pannenberg
Mainz
De: Karl Barth
Basileia
07 de dezembro de 1964

[..] E queira notar, Dr. Pannenberg, eu li a obra – assim como, algumas semanas atrás, li a Teologia da Esperança, de Jürgen Moltmann – com a sincera curiosidade de talvez estar finalmente lidando com o filho da paz e da promessa cuja obra representaria uma alternativa genuinamente superior ao que eu mesmo venho tentando fazer na teologia nos últimos 45 anos. Já por bastante tempo tenho esperado por essa opção melhor, e só posso esperar que eu tenha a atenção e humildade suficiente para entendê-la e reconhecê-la como tal caso venha ela a cruzar o meu caminho. Mas em seu projeto, também, ainda não consegui vê-la, crendo, ao invés disso, que, por toda a originalidade com a qual você se empenhou e a executou, temos uma séria regressão a um modo de pensar que eu não posso considerar apropriado à questão e que estou, portanto, impossibilitado de adotar. [..]
~ Karl Barth, “Karl Barth: Cartas 1961-1968”, Carta 174

Karl Barth elogia o Capítulo 5 da obra Teologia da Esperança, de Moltmann, para Ernst Wolf
Para: Prof. Ernst Wolf Gottingen
De: Karl Barth
Basileia
23 de março de 1965

[..] vamos tratar do capítulo 5 da obra Teologia da Esperança, de Moltmann. Até aqui tenho achado esse livro um fruto interessante, mas ainda não maduro, ainda que bem melhor que a Cristologia, de Pannenberg. No momento, estou concentrado no segundo volume de Kasemann.[..]
~ Karl Barth, “Karl Barth: Cartas 1961-1968”, Carta 184

Karl Barth elogia as primeiras 100 páginas da obra Teologia da Esperança, de Moltmann, para Martin Vomel

Para: Pastor Martin Vomel
Frankfurt am Main
De: Karl Barth
Basileia
10 de agosto de 1966

Prezado Pastor,
As primeiras 50 a 100 páginas da obra Teologia da Esperança, de Moltmann, pareciam ser um ramo de oliveira, mas não depois desse ponto, porque sua esperança acaba virando apenas um princípio e, portanto, um vaso sem conteúdo. Mas a verdadeira pomba, talvez muitas pombas com os verdadeiros ramos de oliveira, hão de chegar um dia. Noé está esperando com paciência e, no momento, está bem antenado com o que está acontecendo com o Catolicismo Romano (Vaticano II). Não fique perturbado ou com medo.[..]

Agradeço também a um grande amigo que se dispos da traduzir.

Publicado originalmente em: http://postbarthian.com/…/karl-barths-letter-jurgen-moltma…/

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